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      Biópsia Endomiocárdica      
     

A biópsia endomiocárdica consiste na obtenção de pequenos fragmentos do músculo cardíaco para análise microscópica (estudo anátomo-patológico).

Como é realizado?
O procedimento é realizado, em geral, apenas com anestesia local e o paciente permanece desperto durante a intervenção. De acordo com a gravidade do caso, poderá ser necessário o uso de anestesia geral. Após a anestesia, realiza-se a punção de uma veia femoral (virilha) ou jugular (pescoço). Introduz-se uma pinça especial de biópsia na veia, até o adequado posicionamento na cavidade do coração (ventrículo direito). Com essa pinça, retiram-se pequenos fragmentos do músculo cardíaco, que serão acondicionados em frascos apropriados e encaminhados ao laboratório de anatomia-patológica. O procedimento é indolor, podendo existir mínimo desconforto e palpitações.

Há riscos?
É natural que, por se tratar de um procedimento invasivo, a biópsia endomiocárdica tenha riscos. O risco de complicações graves (perfuração cardíaca com tamponamento, complicação vascular significativa, necessidade de cirurgia cardíaca de urgência e óbito) é, em geral, muito baixo (menor que 1%). Deve-se considerar também que essa intervenção será realizada por uma equipe médica capacitada e experiente, preparada e equipada para atender qualquer tipo de complicação.

Existe alguma recomendação especial após a biópsia endomiocárdica?
Ao final do procedimento, para pacientes ambulatoriais – provenientes da residência há necessidade de permanência no hospital para repouso por um período de 6 horas.
Outras informações e recomendações serão fornecidas antes da alta hospitalar.
Após a alta, qualquer dúvida ou anormalidade deverá ser comunicada ao seu médico ou ao Setor de Intervenção Cardiovascular.