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O marca-passo é
um aparelho utilizado para comandar o ritmo do coração por meio de
pequenos impulsos elétricos. Consiste de um gerador externo e de um cabo
(fio), que é posicionado no interior do coração. O marca-passo
provisório permanece instalado até a resolução do quadro agudo ou até
que se decida se existe necessidade do implante de aparelho definitivo.
Quando está
indicado?
O
marca-passo provisório é, em geral, utilizado para manutenção do ritmo
do coração quando existem as bradiarritmias (batidas lentas ou falhas
dos batimentos cardíacos).
Como é realizado o
procedimento?
O
procedimento é realizado, em geral, apenas com anestesia local e o
paciente permanece desperto durante a intervenção. De acordo com a
gravidade do paciente, pode ser necessário o uso de anestesia geral. As
vias de acesso mais utilizadas são a jugular e a femoral (punção de veia
do pescoço ou da virilha). Após a anestesia, um fio – chamado eletrodo,
de fino calibre, é introduzido na veia e dirigido até a cavidade do
coração (ventrículo direito). Este fio é então conectado ao gerador
externo, que emite os estímulos elétricos. A manipulação do eletrodo na
cavidade do coração é indolor e o estímulo elétrico gerado é
imperceptível.
Há riscos?
É natural
que, por se tratar de um procedimento invasivo, o implante de
marca-passo provisório tenha riscos. O risco de complicações graves
(perfuração cardíaca com tamponamento, complicação vascular
significativa, necessidade de cirurgia de urgência e óbito) é, em geral,
muito baixo (inferior a 1%). Deve-se destacar também que esta
intervenção será realizada por uma equipe médica capacitada para atender
qualquer tipo de complicação.
Existe alguma
recomendação especial após o implante de marca-passo provisório?
Em geral, o
tempo de repouso no leito e o local de internação hospitalar (UTI,
semi-intensiva ou quarto normal) são variáveis e dependem da gravidade
do quadro. A decisão sobre o tempo de permanência do marca-passo
provisório é de responsabilidade do médico do paciente.
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